segunda-feira, 2 de março de 2009
“Aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo e alegação de propriedade de saúde aquela que sugere, afirma ou implica a existência de relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde.” (Resolução no 18, de 30/4/1999)(1)
Portanto “os alimentos chamados funcionais têm, além de nutrientes já conhecidos, substâncias denominadas de Fitoquímicos, que são os principais ativos responsáveis pelas funções que lhe são atribuídas e que levam a uma promoção da saúde e prevenção de doenças.”(2)
“Funcionalidade é aquela propriedade que vai além de sua qualidade de fonte de nutrientes”(1) - isto é – a de, simplesmente o alimento ser fonte de vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes. O conceito quando inclui propriedade de saúde amplia a nossa responsabilidade pela adequação de uma alimentação saudável, indo além da simples distribuição de calorias da dieta. Direciona as escolhas dos alimentos no sentido de uma maior preocupação com o conteúdo de nutrientes e suas funções específicas correlacionando-os com a promoção da saúde e a prevenção de doenças.
Nutrientes (1)
Ácidos graxos ômega 3, 6 e 9;
Alicina, aliina, sulfeto de dialina;
Bactérias benéficas (probióticos);
Fibras, amido;
Fitoestrógenos, isoflavonas, lignanas;
Flavonóides;
Licopeno;
Vitaminas A,C,E;
Betacaroteno;
Selênio (mineral).
Funções (2,1):
Redução de LDL-colesterol e triglicérides (TG);
Aumento do HDL-colesterol (bom colesterol);
Redução de câncer de mama, pulmão, colo de útero, estômago, cólon, reto e próstata;
Prevenção e controle dos sintomas da menopausa, como por exemplo, diminuição de suores noturnos e ondas de calor;
Prevenção e tratamento da osteoporose;
Antioxidantes;
Proteção contra tumores de pulmão;
Controle de processos inflamatórios;
Intervenção na coagulação do sangue;
Atividades antivirais, antiparasitárias, antibacterianas e antifúngicas;
Ação antiplaquetária, hipotensora e hipoglicemiante.
Referências bibliográficas:
(1)Guia de nutrição : nutrição clínica no adulto/coordenação Lilian Cuppari, - Barueri,SP:Manole,2002;
(2)Entendendo a Importância do Processo Alimentar/Denise Madi Carreiro – 2a Edição – Saõ Paulo,SP,2007.
NUTRIÇÃO E ESPORTE
Embora eu não seja uma nutricionista especializada em Nutrição e Esporte, achei interessante a divulgação do conteúdo da “Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte”(1).
“ Essa diretriz tem por objetivo principal contribuir para a promoção da saúde dos praticantes de exercícios físicos, sejam eles atletas competitivos ou anônimos frequentadores de academias e outros espaços destinados à prática desportiva, tornando-os menos vulneráveis às ações nefastas de indivíduos desqualificados. Destina-se a DESMISTIFICAR ATITUDES INADEQUADAS que mesmo sem base científica e com potenciais riscos para a saúde, são, infelizmente, muito comuns em ambientes de prática de exercícios físicos.”
MODIFICAÇÕES DIETÉTICAS
“Os estudos vêm demonstrando que a performance e a saúde de atletas podem ser beneficiadas com a modificação dietética. Havendo comprovação dos benefícios para a saúde, mudanças favoráveis da composição corporal e aprimoramento do desempenho desportivo de atletas, decorrentes do manejo dietético. A suplementação alimentar deve, portanto, ficar restrita aos casos especiais, que serão apresentados nesta diretriz, nos quais a eventual utilização deve sempre decorrer da prescrição dos profissionais qualificados para tal, que são os nutricionistas e os médicos especialistas.
Pode-se afirmar que o atleta que deseja otimizar sua performance, antes de qualquer manipulação nutricional, precisa adotar um comportamento alimentar adequado ao seu esforço, em termos de quantidade e variedade, levando em consideração o que está estabelecido como alimentação saudável.”
Publicada na Rev Bras Med Esporte – vol.9. No 2 – Mar/Abr, 2003.
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